Astronomia

Novas sondas a explorar Marte podem ser do tamanho de um grão de areia

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A nave Curiosity (“curiosidade”, em português) da NASA, conhecida oficialmente por Laboratório Científico de Marte, chegou ao planeta no último domingo, 5,

no qual vai passar dois anos procurando sinais que indiquem que Marte já abrigou um dia ingredientes para a existência da vida.

O projeto custou US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 5 bilhões), e exigiu um sistema muito complicado de pouso no planeta (os “sete minutos de terror”)

por conta de seu tamanho e peso – Curiosity é mais de duas vezes maior e cinco vezes mais pesado que outras naves da NASA, como Spirit e Opportunity.

Pesando 899 kg e carregando mais 80 kg de instrumentos científicos, a sonda precisava ser do tamanho de um carro SUV.

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Esse tamanho todo, além de causar tensão no pouso (no qual um errinho qualquer pode comprometer toda a missão),

também exige muito combustível, o que torna a nave muito cara.

Sendo assim, cientistas estão trabalhando com “nanorobôs” para substituir as sondas atuais, pois necessitariam de menos recursos,

seriam muito menores (cerca de um bilionésimo do tamanho de Curiosity), e poderiam tornar missões futuras mais práticas e frequentes.

“Como areia no vento”
Os primeiros nanorobôs imaginados pelos pesquisadores seriam como “grãos de areia inteligentes”: uma nave “despencaria” cerca de 30.000 nanorobôs do tamanho de um grão de areia,

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que se movimentariam usando o vento de Marte como propulsão, aproveitando a baixa gravidade local (38% do que a da Terra).

Cada robô deve conter um nanoprocessador, uma antena para comunicação com seus vizinhos, um sensor de coleta de dados e uma “casca”

controlada remotamente que permite mudança de forma.

Uma vez no chão, os robôs seriam capazes de cobrir milhares de quilômetros do planeta, estudando sua composição química e comunicando as informações para a Terra.

Os TETwalkers

Para missões mais complexas, como a escavação sob a superfície de Marte,

os robôs precisariam se deslocar de forma autônoma.

Pesquisadores da NASA já começaram a desenvolver conceitos de robôs minúsculos,

chamados TETwalkers, capazes de fazer exatamente isso.

Os TETwalkers também poderiam se ligar para formar dispositivos como sondas e antenas, que podem viajar o planeta em busca de sinais de vida e água.

O problema é que, até agora, os engenheiros só conseguiram construir exemplos de dois metros de altura. Para produzir um protótipo em nanoescala,

os cientistas precisam de nanotubos avançados que pudessem mover-se e reorganizar-se para formar diferentes tipos de materiais.

A NASA imagina que, dependendo da velocidade do desenvolvimento da nanotecnologia e do financiamento do projeto,

os TETwalkers poderiam pousar em Marte nos próximos 30 a 40 anos.

Outro problema que deve ser vencido é a radiação intensa do planeta, assim como suas condições meteorológicas extremas.

Para que nanorobôs consigam realizar missões de longo prazo em Marte, é preciso uma “casca” muito protetora.

Constantinos Mavroidis, um engenheiro da Universidade Northeastern (EUA),

está trabalhando em uma ideia de uma teia de aranha que protegeria os robôs,

possibilitando que eles fizessem medições a longo prazo do clima e atividade sísmica do planeta.

O futuro da exploração espacial?

Como já falamos, os nanorobôs poderiam baratear e facilitar missões, proporcionando, além de Marte, destino mais provável para uma missão,

viagens também para lugares mais distantes e extremos.

Pesquisadores da NASA também já estão trabalhando na criação de nanotubos de carbono que poderiam sobreviver a superfície superquente de Vênus,

de 482,22 graus Celsius. Há projetos até estudando maneiras para os nanorobôs se moverem através do espaço interestelar.

Ou seja, tudo indica que, nas próximas décadas, robôs minúsculos serão os astros das futuras descobertas espaciais.

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